ESQUECEU SEUS DETALHES?

A história do Maine Coon no Brasil

GD Star Rating
loading...

A raça de gatos Maine Coon está no Brasil há quase 20 anos, entretanto pouca gente conhece sua trajetória e as bases que estabeleceram sua permanência, marcando desenvolvimento nosso País. Os pioneiros, os primeiros exemplares e filhotes em solo nacional ainda são pouco conhecidos, porque também sugiram numa época onde se pouco difundia informações e conhecimento sobre linhagens e sobre a raça em sí, já que esta passou a ser mais notada e divulgada graças ao BOOM da internet, que continua a contagiar mais e novas pessoas da existência destes gatos fabulosos, eternizando momentos como este, tornando-os inesquecíveis em nossos dias.

As afirmações feitas estão com base nos registros do Maine Coon Database, se utilizando de nomes e datas de consulta pública no maior banco de dados mundial da raça, outras por parte de pessoas que vivenciaram algumas de suas trajetórias.

A história continua a ser escrita…

Com achado de NOVAS EVIDÊNCIAS e acontecimentos recentes, VOCÊ TAMBÉM pode fazer parte dela, contribuindo com informações. Ajude-nos a escrever a história do Maine Coon no País, optando por ter ou não nomes ou créditos publicados, se confirmada a sua passagem.

PARTICIPE!

O INICIO > OFICIALIZADO NOS REGISTROS
1993

Surgimento da raça rumo ao Brasil

Carolina do Sul, EUA. Desde 1981, muitos filhotes nasceram no gatil americano WillowPlace, que desde 1985 produzia seus próprios campeões de exposições felinas e nos anos 90 já era popular por exportar seus exemplares a gatis e criadores de diversos países. Mas no ano de 1993, duas ninhadas de linhagens diferentes eram especiais: um filhote de cada uma delas formaria um casal para desembarque no Brasil, dando rumo a partir daí, ao surgimento da raça Maine Coon em nosso País. Estes filhotes foram WillowPlace AllThatGlitters, fêmea de cor Brown Tabby da ninhada de 26 de março e WillowPlace Atlas, macho de cor Brown Tabby da ninhada de 23 de abril do mesmo ano.

1994

O berço do Maine Coon nacional

Rio Grande do Sul, considerado berço do Maine Coon no Brasil, teve seu primeiro casal trazido do gatil americano Willowplace pelos criadores brasileiros Marta Zenker e Natanael Lopes, ambos do gatil Shambala de Porto Alegre - RS. Segundo criadores mais antigos da época, afirmam que o primeiro casal de Maine Coons, formado pelo macho de nome WillowPlace Atlas of Shambala e a fêmea WillowPlace AllThat Glitters of Shambala, foi adquirido pelo gatil Shambala. A primeira ninhada de Maine Coon do casal em solo nacional, nasceu em 30 de novembro de 1994. Se os pioneiros da raça Maine Coon no país continuam criando e seus primeiros gatos Maine Coon ainda vivem? Continue lendo esta emocionante história sobre sua trajetória.

1995

Surge a segunda criadora de Maine Coon do País

Zilah Ayala, do gatil Curumim, criadora de persas e siameses no Rio Grande do Sul, inicia sua criação com um filhote de Maine Coon nacional macho, e provavelmente o único, nascido no final de 1994 da primeira ninhada de gatos Maine Coon do País, gerada pelo primeiro casal extrangeiro de gatos Maine Coon trazidos do gatil norte americano Willowplace. Em 1995, Zilah em busca de fêmeas para ter sua primeira ninhada, realiza a primeira importação: Duas gatas do gatil WillowPlace, lugar de onde vieram os pais de seu filhote, mas de linhagens diferentes. São elas Willowplace Iracema De Curumim e Willowplace CunhaTain DeCurumim. Ao filhote macho, comum de Willowplaces, que seria seu padreador residente das fêmeas trazidas do mesmo gatil norte americano, foi dado a ele pelo gatil de origem o nome de Rishi (Shambala Rishi DeCurumim). O gatil Curumim de Zilah nomeava seus gatos com nomes indígenas brasileiros, então é provavel que apenas o nome de Iracema tenha sido escolhido por Zilah, sendo CunhaTain (possivelmente a fêmea mais madura) e Rishi obtidos com nome definido em registro. Considerando o fato que Rishi era um filhote macho de cor Brown Classic Tabby nascido em novembro de 1994, e que em suas importações tenha optado por gatas em idade reprodutiva enquanto ele se desenvolvia, Zilah teve sua primeira ninhada em 27 de novembro de 1996, dois meses após a segunda ninhada de Maine Coon de 1 de setembro de 1996 do gatil Shambala, a segunda do País, conforme se confirmam mais registros de nascimentos por data, como veremos a seguir.

1996

Segunda e terceira ninhada do País com expo em S.Paulo

Zilah importa da argentina um filhote macho, desta vez na cor Red Silver, que nomeou de Jatulmejubad Macunaíma DeCurumim, vindo do gatil JatulMejubad e somando com Rishi a propriedade de dois padreadores e duas matrizes do gatil WillowPlace, intensificando suas atividades na criação naquele ano. Na segunda quinzena, em 1 de setembro de 1996, nasceu a segunda ninhada de gatos Maine Coon do País, do casal de gatos importados dos pioneiros do gatil Shambala. Quase 3 meses depois, em 27 de novembro de 1996, Zilah teve sua primeira ninhada de filhotes de Maine Coon, onde foi confirmada a venda de um deles para a paulistana Márcia Paul, durante uma exposição felina que ocorreu em São Paulo - SP. Naquele evento, Márcia Paul não saiu dele sem saber sobre os pais (Rishi X CunhaTain) nem o nome da gata que adquiriu de Zilah, Curumim Uyara, aprendendo tudo até ali sobre a raça, e a repercussão que causariam estes gatos no País, na medida em que era encorajada por Zilah a iniciar uma criação. Filhotes da segunda ninhada de gatos Maine Coon do país, como Shambala Dhândara e da terceira por Zilah contendo Curumim Uyara, proporcionariam surgimento de novos gatis a partir do ano seguinte, de pessoas que ainda decidiam se seriam criadores ou não, pelo fato da raça ser novidade e pouco conhecida, conforme adquiriam seus primeiros filhotes. Este foi o caso de Márcia Paul, que preferindo aguardar e curtir a convivência com seu Maine Coon, NÃO abriu o primeiro gatil de Maine Coon do estado de São Paulo naquele ano, não ainda.

1997

Novo criador no Sul e novas importações agitam o ano

Com a confirmação de novos filhotes da segunda e terceira ninhada de gatos Maine Coon no Sul do País, o gatil Osíris, que já criava gatos siameses, inicia na criação de Maine Coons em 97, adquirindo uma fêmea da segunda ninhada de gatos Maine Coon do país, nascida em setembro de 1996 do casal WillowPlace Atlas X Glitters do gatil Shambala, nomeada de Shambala Dhârana DeOsíris e outra filhote fêmea da primeira cria de Zilah, de nome Curumim Tutoya DeOsíris, nascida em novembro de 1996, da cruza de Rishi X CunhaTain (fêmea importada de Zilah). Enquanto aguardavam pela oportunidade de obter um macho para suas fêmeas (pois parece que o único macho nascido em 96 da segunda ninhada de gatos Maine Coon do País foi Shambala Bhakti), Zilah trazia de fora um macho americano: Thewrightcat Fudge Brownie, padreador de filhotes nascidos em 1998. Em meados deste mesmo ano de 97, Zilah importa mais uma fêmea filhote Jatulmejubad Pandora DeCurumim, vinda do gatil argentino JatulMejubad, nascida em 03/05/1997. O ano termina com a notícia de Zilah acasalando seu macho recém importado dos EUA, enquanto os novos criadores daquele ano do gatil Osíris aguardariam suas gatas atingir idade reprodutiva, esperando para ter seu padreador até o ano seguinte, na próxima ninhada de CunhaTain, a fêmea WillowPlace de Zilah, mãe de sua gatinha Curumim Tutóya DeOsíris.

1998

Ano do 1º criador de Maine Coon do estado de São Paulo

Na segunda quinzena de 97, a paulistana Márcia Paul que havia aceitado o convite de Zilah para acasar sua fêmea Curumim Uyara, gata que adquiriu da criadora numa exposição felina de S.Paulo em 96, com o macho recém importado de Zilah, TheWritghtCat Fudge, obtém seus primeiros filhotes. Desta parceria de ninhada, nasceu Flor de Lis Sahid e Flor De Lis Cheyenne, casal de filhotes que ficou com Márcia, dos quais ela registrou com estes nomes porque abriu seu gatil Flor de Lis, comprovando Curumim Uyara of Flor de Lis como matriz de procriação. E não parou por aí, em abril de 98, Márcia fez uma parceria de ninhada com o gatil argentino JatulMejubad, o mesmo criadouro que havia exportado para o Brasil em 97 um filhote fêmea para Zilah (JatulmeJubad Pandora DeCurumim). Deste acasalamento de Curumim Uyara of Flor de Lis com o macho residente Jatulmejubad Prometeu, nasceu Flor de Lis Aghata em 14/04/1998, único filhote que se teve conhecimento, mas que ficou com Márcia. Flor de Lis Aghata voltaria acasalar com JatulmeJubad quando atingisse idade reprodutiva, mas desta vez com o irmão (não confirmado se da mesma ninhada) de Prometeu, Jatulmejubad Perceo, outro jovem macho residente nascido em 03/05/1997, um ano mais velho que Aghata. O criador Jefferson, proprietário do gatil JatulmeJubad da argentina, é um brasileiro vivendo no País, quem enviava seus gatos para os acasalamentos de parceria no Brasil. Desta forma, ainda não tivemos a confirmação se Perceo teve com Agatha a parceria na posse de Jefferson ou de outro gatil de criador surgido na época, provavelmente o segundo ou terceiro do estado de São Paulo. Enquanto isso, no Sul do País, Zilah também acasalava os machos Rishi e Macunaíma. Na segunda quinzena desse ano, em 9 de novembro de 1998, nascia a segunda ninhada da fêmea importada em 95 CunhaTain, desta vez com o macho argentino Macunaíma de 96, casal de Zilah do gatil Curumim. Desta ninhada, o gatil Osíris adquire seu primeiro padreador, o filhote Curumim Hércules Cipriano DeOsíris. Com a fêmea Tutóya que adquiriram ao iniciar, nascida da primeira ninhada de CunhaTain em novembro de 96, entrando e idade reprodutiva nessa época, obtiveram seu segundo padreador DeOsíris Rá-Harakhty-Áton-Ló de uma parceria de ninhada com Zilah, acasalando Tutóya DeOsíris com Macunaíma DeCurumim, pai de seu filhote Hércules Cipriano. DeOsíris Rá-Harakhty-Áton-Ló, irmão de Curumim Hércules Cipriano DeOsíris por parte de pai, foi o único filhote que se tem conhecimento, obtido desse casal até o momento. Quando Hércules Cipriano DeOsíris atingiu idade reprodutiva no ano seguinte, acasalou com Tutóya DeOsíris, irmã por parte de mãe CunhaTain, dando origem à Osíris Kashta, primeiro caso de inbreeding (consanguinidade entre parentescos de primeiro e segundo graus) de exemplares nascidos no Brasil. Pelo gatil Osíris, a filha de Atlas X Glitters da segunda ninhada de gatos Maine Coon do País, Shambala Dhârana DeOsíris como fêmea residente, também teve crias com DeOsíris Rá-Harakhty-Áton-Ló e DeCurumim Hércules Cipriano DeOsíris, gerando netos de Atlas como Osíris Bastet, matriz que permaneceu residente no gatil e que teve filhotes do próprio pai Rá-Harakhty-Áton-Ló. Outros netos do patriarca Atlas depois de Bastet, tiveram para sí o nome do próprio Atlas, como em uma homenagem, tais como DeOsíris Atlas Shambala Neto, filhote nascido em novembro de 2001, posteriormente vendido aos primeiros criadores do estado do Rio de Janeiro, dos quais se ouvem menções a partir do ano seguinte de 99, conforme veremos a seguir. Além destes, novos criadores em São Paulo e no Rio Grande do Sul iniciariam suas criações com filhotes DeOsíris nos primeiros anos da década de 2000, assim como extintos gatis de nomes Menphis e Nyagra em 99.

1999

Fim do pioneirismo fomenta criadores no estado do Rio

Ano em que provavelmente o gatil Shambala encerrou suas atividades na criação de Maine Coons. Ainda não foi encontrado o motivo, nem uma data específica, mas segundo José Carlos, proprietário do gatil Borobadur, criador hoje no estado de São Paulo que ficou com Atlas até sua morte aos 11 anos de idade, informou que Atlas chegou para ele aos 6 anos de idade no ano de 1999, trazido por intermédio de uma criadora de gatos chamada Regina Lima Neto, do gatil Cheschirecat. Dos primeiros Maine Coons do País trazidos pelo gatil Shambala, Regina que criava Persas e possuia gatos de diferentes raças felinas, mas não possuia registro específico como criadora oficial da raça Maine Coon, permaneceu com a fêmea Glitters. Filiada à FBG - Federacao Brasileira do Gato naquela época, conforme comenta a carioca Sylvia Roriz, presidente da CFB - Confederação de Felinos do Brasil sobre Regina, afirmou que ela possuia uma estreita relação com Eliane Diu, uma antiga juíza TICA de gatos no estado do Rio Grande do Sul, pessoa que foi provável ponte de ligação da transferência de propriedade dos gatos do Shambala no Sul para Regina no Rio. Na companhia de Regina, Glitters permaneceu com ela provavelmente até sua morte, pois conta José que adquiriu dela um filhote fêmea filha de Glitters, nascida no ano de 2001, do cruzamento com um Maine Coon macho importado chamado Dorwill Valentino, realizado por Regina, ano que ele ainda morava no estado do Rio de Janeiro. José registrou sua primeira ninhada de Maine Coons em 2002, filhotes de Atlas (como Borobadur a partir deste ano) com uma fêmea que adquiriu do gatil Osíris.

2000

De proprietários de filhotes a novos criadores da raça

Com pessoas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul adquirindo filhotes das ninhadas de Maine Coon sendo vendidas pelo País, um novo criador de Maine Coons surge na capital paulistana, na segunda quinzena desse ano: Osmar Reis do gatil Cherokee, iniciando sua criação de Maine Coons com um macho americano Brown Mackerel Tabby, importado do gatil Blazers, chamado Blazers André of Cherokee que formou casal com um filhote fêmea que adquiriu de uma ninhada nascida em 30 de novembro de 2000 do gatil Curumim de Zilah, Curumim Tirana of Cherokee do casal TheWrightCat Fudge Brownie X Curumim Saruê, matriz que Zilah manteve do acasalamento de Rishi com Willowplace Iracema, uma das fêmeas americanas da importação de 1996. Pouco antes dele, a paulistana Simone Niel, ganha de presente do marido uma fêmea nascida em 27/08/2000 que ele adquiriu diretamente do gatil DeCurumim de Zilah, Curumim Pandora II, filha da importada Jatulmejubad Pandora com Shambala Rishi DeCurumim. Orientada por Zilah a registrar suas ninhadas, Simone já possuia um macho adquirido em um PetShop de São Paulo, fornecido por um gatil desconhecido chamado Amazonas, mas proprietário de um padreador bastante peculiar de 1996, irmão de ninhada de Dhârana do gatil Osíris, vindo da segunda ninhada de Maine Coons do País: Shambala Bhakti é o macho pai de Amazonas Simba, padreador de Simone, que antes de obter dele sua primeira ninhada de filhotes, que permanecem vivos com ela até hoje, tais como Apache Russo e Apache Yasmin, deixou aberto seu gatil Apache naquele ano, com foco em uma criação artesanal familiar.

2001

Qual sua madrinha na criação? Zilah ou Maria da Graça?

05 de outubro de 2001, nasce no gatil Curumim de Zilah uma ninhada do cruzamento de seus importados, JatulMejubad Macunaíma X WillowPlace CunhaTain, a ninhada de Curumim Abaíra II of Flor de Lis, um enorme presente de criadora do Sul para a criadora Márcia Paul de São Paulo na forma de uma fêmea de cor Blue Classic Tabby, que castrada ainda jovem, ficou uma gata gigante, assegurando grandes proporções. Abaíra nunca teve filhotes e se não foi a primeira, certamente um dos primeiros casos do bem sucedido desenvolvimento de gatos Maine Coon quando castrados em tenra idade, destinados à finalidade da companhia doméstica. Da mesma ninhada que originou Abaíra, filhotes como a irmã Curumim Potirai II na cor Silver Tortie Smoke, foram mantidos por Zilah como matrizes de seu programa de reprodução, que posteriormente utilizou no cruzamento de machos, que também manteve como padreadores, tais como Curumim Chapolin Colorado, nascido dois meses depois, em 21 de dezembro de 2001, filho de Rishi com a importada Jatulmejubad Pandora vinda da argentina. Filhotes deste cruzamento deram início ao surgimento de novos criadores de gatos Maine Coon por parte de Zilah ano de 2003. Zilah deu nome de Portirai II (segunda), porque havia nascido outra anterior na mesma cor (Silver Tortie Smoke) em seu gatil, atribuindo o mesmo nome Portirai. A primeira Portirai de Zilah foi uma fêmea nascida de alguma ninhada anterior da mesma mãe, a importada americana CunhaTain, mas tendo Rishi como pai, macho que ela adquiriu ainda filhote da primeira ninhada de gatos Maine Coon do País em 1994, promovida pelos pioneiros da raça no Brasil. Assim como Dona Maria da Graça, na companhia de seu filho Leandro, proprietários do gatil Osíris, Dona Zilah, como carinhosamente era vista na imagem de uma senhora com mais de 70 anos de idade, nos relatos de pessoas que adquiriam seus filhotes vindos do Sul do País, obtinham delas o mesmo incentivo e a oportunidade para se tornar criadores da raça no ínicio da década, conforme continuaremos presenciando surgimentos a seguir.

2002

O primeiro criador de Maine Coon do Rio de Janeiro

Neste ano, surge o gatil Borobadur, do criador José Carlos no estado do Rio de Janeiro como criador da raça. Atualmente estabelecido em São Paulo, José inciou na criação de Maine Coons, registrando em 2002 sua primeira ninhada, quando ainda morava no Rio. Teve como pai de seus filhotes com sua gata, uma fêmea que adquiriu do gatil Osíris, o padreador Atlas, macho do primeiro casal de Maine Coon do País. Desde então, José permanece na criação até os dias de hoje, e do patriarca Atlas, que viveu em sua companhia até os 11 anos de idade, ainda desfruta da existência de netas e bisnetas dele, residentes em seu gatil. Se você pulou etapas, veja no ano de 1999 como Atlas passou a ser propriedade do gatil Borobadur de José, qual foi o paradeiro da fêmea Glitters, gata que formou com Atlas o primeiro casal de gatos Maine Coon do País, e que fim teve os pioneiros da raça, importadores deste casal. Além do gatil Borobadur, a história também tem conhecimento da existência do gatil ABCoons, especializado na criação de gatos da raça Maine Coon no estado do Rio de Janeiro, pertencente ao criador de gatos Abissínios chamado Ricardo, do qual aguardamos detalhes de quando iniciou e quais exemplares teve, para confirmar quem é o primeiro e o segundo criador da raça do estado do Rio de Janeiro, mantendo atualizada entre eles esta passagem.

2003

Egos exaltados no ano do 1º criador da raça no Nordeste

Zilah continua introduzindo diversidade à raça, ao produzir neste ano uma ninhada da cruza de uma gata americana chamada Amerrykoon Misty com um de seus machos, Curumim Chapolin Colorado, nascido em 2001 e mantido como padreador de seu gatil. Ainda não foi confirmado se Amerrykoon Misty foi nova aquisição importada por Zilah ou uma parceria na troca de exemplares com gatil americano Amerrykoon, já que não consta DeCurumim nos registros de Misty. Desta ninhada de Chapolin com Misty, nasceu em 5 de setembro de 2003 filhotes como Curumim Nayara of Maragatos, ano em que surge o gatil Maragatos da criadora Nani Mariani como sendo o primeiro gatil de gatos Maine Coon do nordeste brasileiro. No início do ano, Nani já havia adquirido de Zilah um macho, nascido em 11 de novembro de 2002, Curumim Tairim of Maragatos, ocasião em que aguardava para registrar o gatil na região aonde mora, Recife - PE. Três anos depois, com nascimento de um filhote deste casal Maragatos Rumba, nascida em 08/09/2006, foi confirmado acasalamento dela com gato importado de novos criadores paulistanos em 2008, quando atingiu idade reprodutiva, em uma provável parceria de ninhada com Nani. No sul do País, o gatil Viana no Rio Grande do Sul, inicia neste ano de 2003 com outro filhote de Zilah, na cor Black Smoke, nascido em 8 de Fevereiro de 2003, dos padreadores Curumim Chapolin X Curumim Portira II, de nome Curumim Apinagé De Viana, dando inicio a suas atividades de padreador com a fêmea Osíris Afroditi De Menphis, gata que pertenceu a outro gatil ou proprietário de nome Menphis, nascida em uma das ninhadas do gatil Osíris. Afrodite é filha de Curumim Hércules Cipriano com Shambala Dhândara DeOsíris (filha da segunda ninhada de Maine Coons do País de 1996). Na capital de São Paulo, além do gatil Flor de Lis desde 1998, novos proprietários de exemplares reprodutivos que recém abriram criações, tais como os extintos gatis LinceCoon de Reginaldo e Cherokee de Osmar Reis, no ano de 2003 estavam em plena atividade, e em clima de competitividade entre si, tanto na atenção da mídia e nas exposições felinas, quanto na venda de suas ninhadas. O clima de euforia das pessoas pelo Maine Coon e o ego exaltado entre estes criadores eram tão grandes que, na capital paulistana, chegavam a selecionar compradores, anunciando fila de espera no valor de R$ 1.500 a R$ 1.800 reais o preço de seus filhotes - produto das importações de exemplares extrangeiros que trouxeram com exemplares da linhagem nacional, obtidos de Zilah e Maria da Graça no Sul do País, que na época ofertavam na faixa de R$ 900 a R$ 1.200 reais seus filhotes sem distinção.

PRESENTE

AGRADECIMENTOS

Nosso agradecimento especial pela ajuda destes colaboradores, abrirando seus corações e comparilhando suas lembranças para o que amam e fazem de melhor, nos auxiliando a remontar os fatos da história da raça Maine Coon no País.

  • Até hoje crio os Maines. São gatos excepcionais, extremamente dóceis e inteligentes, tanto que a raça cresceu muito nos últimos anos, vem constantemente ganhando novos admiradores aqui no Brasil e fora também. Espero ter esclarecido as duvidas. Se puder contribuir com algo mais, estou a disposição!
    José Carlos, gatil Borobadur
  • Acredito que a história do Maine Coon brasileiro sendo contada, atrairá mais e novos adeptos, não apenas pela exuberância dos gatos, mas pelo amor ao âmbito da criação nacional e desenvolvimento da raça em nosso País.
    Sylvia Roriz, presidente da CFB - Confederação de Felinos do Brasil
TOPO