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A História do Maine Coon

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No Brasil, a história é outra! Seja testemunha de duas décadas da raça em nosso País, clicando aqui.

Há 200 anos, os gatos Maine Coon eram chamados de Maine Cats (gatos do Maine) e desde os últimos 100 anos, em 1900, eram ainda simplesmente, MaineCats – Gatos que não se assemelhavam a uma raça conhecida, mas que eram peculiares naquela região. Portanto, onde e quando a palavra “COON” foi adicionada ao seu nome?

O termo “Coon” tomou proporções por volta de 1950, da percepção coletiva de que pudessem constituir uma raça felina típicamente regional, foi popularizado na crença folclórica de que os gatos do Maine só poderiam ser frutos do cruzamento entre Guaxinins da floresta (racoons em inglês) com gatos domésticos daquela região. Sabemos que cientificamente não é possível, e o mais provável é o fato de que o tipo se desenvolveu e fixou-se naturalmente ao longo de cruzamentos naturais entre gatos de pêlos curtos e longos, tais como o Angorá e outros tipos vindos da Europa, trazidos pelas embarcações àquela região.

MaineCat X Racoon = CoonCat

Tentando dizer o que originou gatos do Maine, habitantes acreditaram na hipótese de que eles haviam cruzado com Guaxinins na floresta, pela similaridade na cor e cauda de pêlos. Fenômeno improvável que se tornou entre outras, a maior de todas as lendas. Buscando classificar os mais típicos da região é que o termo “Coon” foi adicionado oficialmente em 1953, com a criação do clube felino estadual, reunindo donos e admiradores de CoonCats no Maine, constituindo padrão da raça em 1968.

A crença só foi familiarizada ao fato, porque nessa época, os gatos do Maine já eram facilmente indentificáveis na população de gatos, reconhecidos visualmente como sendo os felinos robustos de pêlos alongados em meio à diversidade dos gatos de pêlos curtos. Demonstrando resistência ao frio pela pelagem densa que apresentavam, logo foram adotados como os “gatos de trabalho” ideais contra os roedores de grãos, encontrados nas fazendas e embarcações marítimas do Maine – região coberta por 90% de florestas, tida como uma importante rota portuária como provincia da Nova Inglaterra, desde o início do século 18. No entanto, com o movimento crescente a favor da provincia do Maine como um novo estado americano, logo após a guerra civil com a independência dos Estados Unidos, em 15 de março de 1820 a região já havia se tornado o vigésimo terceiro estado americano e um sentimento de nacionalismo tomou conta dos habitantes, que em 1860 passaram gradativamente a exibir gatos genuínos do Maine em meio às exposições felinas locais. Com objetivo de apresentar o “CoonCat” como um tipo de raça felina vista em abundância só no Maine, os moradores criaram o Central Maine Coon Fancier’s Club, uma associação felina estadual, em 1953.

A cor mais idolatrada sempre foi o Brown Tabby (marrom tigrado). É possível que estes gatos foram simbolizados desde o início por esta cor, a mais característica do próprio racoon (guaxinim) das florestas, porque as esposas de fazendeiros da época voltavam atenção para a maciez da pelagem de seus Brown Tabbies, como outra de suas características mais marcantes.

Elas diziam: Olhem aquele gato.
Ele se parece com um grande e velho Coon!

Relato da Sra.Pierce sobre Brown Tabbies em 1900, capítulo do livro “The Book Of the Cat”

Maine Coon Brown Tabby Leo de 1900

Os povos do Maine são conhecidos por seu senso de humor e logo começaram a repará-los como felinos tradicionais em meio a vida cotidiana. O nome, assim como o esteriótipo deles foi penetrante! Exibidos como os gatos mais avantajados da America, em exposições felinas pelo País, com o nome “MaineCats” (mesmo sendo conhecido como “Coon Cats” em seu lar de origem), a raça agora era assim formalmente denominada como “Maine Coon Cat” em 1968 na criação do Maine Coon Cat Fanciers, associação nacional que teve o objetivo de definir os padrões e popularizar a raça. Em 1975, o Maine Coon já era a mais nova raça reconhecida internacionalmente, desta vez não apenas por uma ou outra, mas por todas as instituições felinas ao redor do mundo, sendo designado em 1985 como o gato nativo do Estado americano do Maine, pelo ato da legislatura americana.

Desde então, o Maine Coon é o único gato domestico de pelo comprido (semi-longo) que é oriundo do continente Norte Americano. Reconhecido como uma raça de exibição e com registro mundialmente aceito por todas as associações felinas internacionais em 1975, tem ganhado prestígio desde 1860, quando o primeiro título de exposição da raça foi ganho por um Brown Tabby chamado “Cosey“, na exibição de Madison Square Garden, realizada em 1895. Cosie como era apelidado, pertencia a Mrs. E.N. Baker, criado e apresentado por R. R. Pierce.

Maine Coon Cosey

o primeiro título de exposição da raça foi ganho por um Brown Tabby chamado “Cosey”, na exibição de Madison Square Garden em 1895.

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Mais tarde, 3 campeonatos consecutivos foram adquiridos por outro gato do Maine chamado “King Max” nas famosas exibições de felinos domésticos de Boston dos anos de 1897, 1898 e 1899. King Max foi o primeiro gato de Mrs. Taylor, também apresentado por R. R Pierce. Estes dados foram originalmente publicados no livro “The Book of the Cat” de 1902, escrito por Mrs. F. R Pierce, assídua frequentadora e participante das exposições felinas da época e proprietária de gatos da raça Maine Coon.

A fama do gato do Maine cresce e membros das famílias mais afortunadas de Boston e Nova York realizavam expedições de quatro a sete dias no estado do Maine em busca de um gato da raça Maine Coon.

Infelizmente, no ano de 1920, depois da introdução dos gatos Persas e Siameses no continente Norte Americano, ambos com seus pedigrees que incluiam membros de famílias reais e exóticas decendências de acordo com seu status de moda na época, o Maine Coon foi desaparecendo das exposições e nos lares foram sendo reposicionados gatos destas outras raças que passaram a ter maior prestígio e popularidade na preferência dos amantes felinos.

Nas famosas exibições de felinos domésticos em Boston dos anos de 1897, 3 campeonatos consecutivos foram adquiridos por outro
gato do Maine chamado “King Max”

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Maine Coon King Max

Somente nos anos 70, graças a um trabalho árduo por um pequeno e seleto grupo de criadores completamente dedicados a nossa raça foi quando o Maine Coon retornou aos show halls das exposições novamente. Foi um trabalho dificil, pois naquela época não havia um completo conhecimento nem a necessidade de se manter o “vigor híbrido” da raça: apenas suspeitava-se que o cruzamento entre parentescos debilitava o sistema imunológico e consequentemente resultava em problemas congênitos. A MCBFA (Maine Coon Breeders and Fanciers Association) foi estabelecida nestes anos não apenas para ajudar a promover a raça, mas para garantir que a mesma se manteria como uma raça com a mesma beleza e critérios de padrão únicos e inerentes às origens, e assegurar ao público que trata-se de uma raça saudável e com excelente genotipo.

A MCFBA jurou cuidar do genoma e em particular do tipo de cruzamentos e como se diliuiam as linhagens conhecidas de nossa raça com o objetivo de melhorá-la. O Maine Coon não se convertia e até hoje não se enquadra como uma raça atormentada pelos caprichosos e estranhos gostos particulares da comunidade de criadores exibicionistas.

Nos anos 80, o Maine Coon começava a dislumbrar juízes nos eventos e a acumular prêmios, conquistando seus primeiros “Grand Champions” (campeões com diploma de 5 títulos entre o grupo de outros Champions (campeões), que por sua vez eram gatos de nossa raça que ganharam prêmios não menos do que 5 vezes). e Regional Winners (vencedores regionais) nos Estados Unidos.

Juiza de gatos ACFA

Julgo Maine Coons há um ano. Demora um pouco para obter o certificado de juíza, mas quando obtém, logo você está julgando em exposições por todo o País.

Melissa Schmidt, juíza ACFA

Finalmente, nas temporadas de 1992 / 93 e 94, as melhores temporadas de toda a história mundial da raça, o Maine Coon em termos de numeração de exemplares apresentados em eventos, passar a ganhar campeonatos regionais na quantidade de Grand Champions (grande campeão) e Premier Grand Champions (supremo grande campeão) declarando-se sem dúvida alguma como a raça favorita dos Estados Unidos e a segunda raça mais popular do mundo: uma raça fascinante desde seu aspecto físico e sua inteligência, fidelidade e sociabilidade cativantes. O Maine Coon é caracterizado como os “Gentle Giants” (os gigantes gentis) para alguns ou “dog’s in cats” (o gato disfarçado de cachorro) para outros; alguns os caracterizam como o “gato ideal”, por ser o companheiro perfeito, sendo bastante ressatadas estas e outras características em todos os artigos e livros dedicados à raça, que é simplesmente adorável por seu gigantismo e personalidade.

O Maine Coon atualmente já é:

  • A segunda raça nas exibições do mundo ocidental
  • A segunda raça a nível mundial em número de prêmios ganhos em cada temporada de eventos
  • A terceira em termos de números de criadores e exemplares vendidos mundialmente, e isto é apenas porque os clubes de criadores oficiais tem sido bastante cuidadosos em introduzir novos criadores, mantendo reduzido o número de pessoas que tende a ter seus felinos domésticos destinados à companhia registrados especialmente com direitos de reprodução (breeding rights).

O animal pode ter excelente pedigree, porém uma vez tendo sido vendido para companhia doméstica, não significa que o mesmo possui incluso em seu valor os direitos de reprodução de uma linhagem exclusiva de seus ciradores originais, que ultimamente têm entregue filhotes de companhia já castrados, ou seja, adaptados para tal finalidade. Aqueles que não possuem pedigrees, infelizmente já são considerados como mestiços, pelo fato de não ser possível comprovar sua origem ou pureza exigidos pela raça, onde seus filhos não serão aceitos dentro de nenhuma outra federação que emitia pedigrees, não possível serem vendidos como gatos de raça. Casos de RI’s (registros iniciais) que concede exclusivamente seleto grupo de criadores de Fundação em qualquer parte do mundo é a verificação e registro da CFA, TICA e ACFA para nossa raça. Resumindo, qualquer gato Maine Coon ou tão somente parecido com Maine Coon, porém sem Pedigree é considerado ilegítimo e tão somente mais um gato sem raça, sem qualquer valor comercial – Compradores normalmente pagam caro para terem certeza absoluta de que estão adquirindo um exemplar da raça Maine Coon, com toda a legitimidade e pureza sem misturas que garantem estas e outras características desejáveis e inerentes à raça.

Maine Coon em julgamento

Atualmente, o Maine Coon e a forma como é criado pela maioria dos criadores oficiais sérios, existentes em todo o mundo, é exemplo de critérios, resultados e organização para demais criadores de outras raças felinas, em especial àquelas já degeneradas por egos exaltados ou criadores descuidados, especialmente àqueles que se definem às pessoas como “criador” nestas condições, quando o único tipo de trabalho que realizam (ou sabem realizar) é juntar macho com fêmea e nada mais além disto – muitas vezes, juntar qualquer macho com qualquer fêmea (principalmente quando não possuem pedigree) não significa desenvolver raças, mas tão somente fabricar filhotes desnecessariamente.

Desta forma, vive, resiste e se destaca o Maine Coon, lutando contra degeneração e modismos de épocas, procurando manter longe os problemas congênitos e a consanguinidade, diferenciando-se de outras raças que apresentam “prazo de validade” e taxas de mortalidade impressionantemente altas.

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