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HD – Displasia Coxofemoral

por / terça-feira, 25 junho 2013 / Publicado em Doenças
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(Displasia de Quadril) ou displasia coxofemoral se caracteriza por um desenvolvimento anormal do acetábulo e da cabeça fêmur. Ou seja, a articulação entre a bacia e os membros traseiros fica prejudicada já que não há um encaixe satisfatório entre a bacia e o fêmur. Existe uma freqüência maior de ocorrência dessa doença em raças grandes. Em cães, alguns exemplos como Pastor Alemão, São Bernardo, Bullmastif, Rottweiler; mas nada impede que ocorra em cães de raça média e pequena e nos gatos há relatos de displasia mais freqüentemente em siameses, Maine Coons e demais raças de porte grande.

Displasia Coxofemoral
Displasia Coxofemoral

Veja no Raio-x a diferença de um gato com quadril normal e outro diagnosticado com HD (Hip Dysplasia)

Ela pode acometer os dois membros traseiros ou apenas um. Embora o tamanho seja um fator que influência na ocorrência da displasia, o sexo nada tem a ver. Podendo machos e fêmeas serem comprometidos. É importante salientar que a displasia tem caráter genético. Por isso, se seu animal foi diagnosticado como displásico, sugerimos que ele se submete a uma esterilização ou que você se certifique que ele não cruze. Além do aspecto genético, há o aspecto nutricional e o ambiente em que o animal vive que influenciam bastante no desenvolvimento de displasia.

O animal nasce sadio e durante o crescimento aparecem os sinais de displasia que geralmente aparecem a depois dos 5 meses e as vezes só tardiamente aos 5 anos de idade, e variam de acordo com a gravidade do problema são eles:

  • Mancar, principalmente após esforço físico
  • Sensibilidade Dolorosa
  • Dificuldade em se locomover
  • Andar imperfeito, cambaleante, dos membros posteriores
  • Algumas fonte citam ainda a “corrida de coelho” onde o animal junta os mebros anteriores e posteriores ao correr, a partir dos 5 meses como indício de displasia

De acordo também com o grau de severidade da doença, o tratamento varia desde apenas o controle da dor causada pela doença até complexas intervenções cirúrgicas inclusive com substituição total da articulação por uma prótese. Há algumas medidas que podem ser auxiliares no aparecimento da displasia

  • Evite a obesidade pois o sobrepeso força as articulações

  • Evite esforços físicos extremos que forcem demasiadamente o animal ou precoces

  • Evite piso liso. O ideal é um piso crespo como o de cimento varrido que dá mais apoio ao animal

  • Natação moderada a partir dos 3 meses pode auxiliar no fortalecimento das articulações

  • Andar na areia molhada (Não na fofa) da praia de forma moderada também pode auxiliar no fortalecimento das articulações

Lembre-se que mesmo um felino aparentemente sadio que corre, pula, salta sem demonstrar sinal de sensibilidade dolorosa pode ter algum grau de displasia. O diagnóstico só pode ser confirmado com auxílio de raio X. A radiografia só se torna forma de diagnóstico definitiva após ossificação completa do esqueleto. No entanto, alguns veterinários utiliza, raio-x em filhotes como meio de constatar o retardo do início da ossificação da cabeça do fêmur como indício de um provável animal displásico e fazer o acompanhamento desde cedo. Essa ossificação varia de acordo com a idade. Em cães pastores alemães, exemplo de raça mais afetada por displasia, essa ossificação já pode ser visualizada por volta dos 15 dias de vida.

Mesmo que o raio-x apenas sugira uma leve tendência a displasia o animal não deve jamais ter descendentes. Lembrem-se, o controle da displasia está nas mãos dos criadores que devem erradicar ancestrais portadores de suas linhas de reprodução.

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